sábado, 3 de junho de 2017
SÃO PAULO — O presidente Michel Temer esteve na noite desta sexta-feira na sede do governo de São Paulo para um encontro com o governador, Geraldo Alckmin (PSDB). A visita foi solicitada por Temer e ocorreu por volta das 21 horas.
Segundo aliados, o presidente teria marcado a reunião com Alckmin para pedir ao tucano que convencesse o diretório paulista do PSDB a não pedir a saída do governo.
Na próxima segunda-feira a direção do partido em São Paulo se reunirá para discutir que posição defenderá sobre o futuro do partido na gestão Temer. Semanas atrás, uma reunião chegou a ser marcada pelos tucanos paulistas mas o movimento acabou sendo debelado após articulação de Alckmin.
Na terça-feira começa o julgamento da chapa Dilma-Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A direção nacional do PSDB deu a seus filiados essa data como prazo para tomar uma decisão.
A ala do PSDB chamada de "cabecas pretas" — formada por parlamentares mais jovens — pressiona pelo desembarque do governo. Alckmin está entre aqueles que apoiam a continuidade do apoio ao presidente até a próxima terça, como um gesto de responsabilidade com a governabilidade.
Nesta sexta, Aloysio Nunes Ferreira, ministro das Relações Exteriores, afirmou que o PSDB é “membro” do governo e usou a literatura para afirmar que não acredita que a legenda vá trair Temer:
— O PSDB tem compromissos com o governo e com o programa de governo. E o PSDB não é madame Bovary — afirmou, se referindo ao personagem principal do romance de Gustave Flaubert, que traiu o marido e teve um fim trágico. — Apoio o presidente Temer e creio que o PSDB não vai sair do governo.
Leia mais: https://oglobo.globo.com/brasil/temer-se-reune-com-alckmin-em-sp-21432231#ixzz4ixbHEIhs
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Segundo aliados, o presidente teria marcado a reunião com Alckmin para pedir ao tucano que convencesse o diretório paulista do PSDB a não pedir a saída do governo.
Na próxima segunda-feira a direção do partido em São Paulo se reunirá para discutir que posição defenderá sobre o futuro do partido na gestão Temer. Semanas atrás, uma reunião chegou a ser marcada pelos tucanos paulistas mas o movimento acabou sendo debelado após articulação de Alckmin.
Na terça-feira começa o julgamento da chapa Dilma-Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A direção nacional do PSDB deu a seus filiados essa data como prazo para tomar uma decisão.
A ala do PSDB chamada de "cabecas pretas" — formada por parlamentares mais jovens — pressiona pelo desembarque do governo. Alckmin está entre aqueles que apoiam a continuidade do apoio ao presidente até a próxima terça, como um gesto de responsabilidade com a governabilidade.
Nesta sexta, Aloysio Nunes Ferreira, ministro das Relações Exteriores, afirmou que o PSDB é “membro” do governo e usou a literatura para afirmar que não acredita que a legenda vá trair Temer:
— O PSDB tem compromissos com o governo e com o programa de governo. E o PSDB não é madame Bovary — afirmou, se referindo ao personagem principal do romance de Gustave Flaubert, que traiu o marido e teve um fim trágico. — Apoio o presidente Temer e creio que o PSDB não vai sair do governo.
Leia mais: https://oglobo.globo.com/brasil/temer-se-reune-com-alckmin-em-sp-21432231#ixzz4ixbHEIhs
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O presidente Michel Temer (PMDB) disse, em entrevista à revista IstoÉ publicada ontem, que não tem medo e duvida de uma eventual delação do seu ex-assessor Rodrigo Rocha Loures, flagrado em vídeo correndo com uma mala com R$500 mil. Na avaliação do presidente, o ex-deputado - que perdeu o mandato na Câmara após o retorno do ex-ministro Osmar Serraglio - é "uma pessoa decente".
"Duvido que ele faça uma delação. E duvido que ele vá me denunciar. Primeiro, porque não seria verdade. Segundo, conhecendo-o, acho difícil que ele faça isso", afirmou Temer, que ponderou em seguida: "Agora, nunca posso prever o que pode acontecer se eventualmente ele tiver um problema maior, e se as pessoas disserem para ele, como chegaram para o outro menino, o grampeador (Joesley): ‘Olha, você terá vantagens tais e tais se você disser isso e aquilo’."
Questionado sobre a mala de dinheiro que seu ex-assessor carregava, Temer considerou "surpreendente" e até uma "ingenuidade suprema". "Não sei a que atribuir isso, se atribuo à ingenuidade suprema, porque o sujeito pegou uma mala numa pizzaria", afirmou o presidente.
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